sábado, 2 de março de 2013

Metade das inscrições já foram preenchidas!


Muito felizes! A III Turma Apego e Perdas só possui 30 vagas e metade da turma já está preenchida. 

A partir de segunda-feira, 04/03/2013, é que iniciaremos a divulgação pessoal nos locais em Natal-RN, distribuindo o material gráfico e estabelecendo parcerias com algumas instituições que nos procuraram.
O cronograma já foi fechado, os professores convidados todos confirmados, e agora falta um mês para inciar o curso.
Quem quiser garantir a sua vaga, é melhor correr. 

Informações: 84.9418-2852 e contato@apegoeperdas.com

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Confira a programação completa da III Turma!



Atendendo a pedidos, estamos divulgando a programação completa do nosso curso. 
Início 05/Abril/2013. 
Informações e Agendamento de Inscrições: 9418-2852/contato@apegoeperdas.com.br



III Turma APEGO E PERDAS: COMPREENDENDO O PROCESSO DE LUTO
Programação Completa 2013

- MÓDULO 1 - ( 05 e 06 de abril/13) 
Sexta  - Abertura (Equipe Núcleo)
Sábado manhã  -  Formação de Vínculo (Psicóloga Ms. Kátia Bezerra)
Sábado tarde -  Teoria do Apego   (Psicóloga Ms. Kátia Bezerra)                        

- MÓDULO 2 (17 e 18 de maio/13) 
Sexta - Rompimento de vínculos (Psicóloga Ms. Millena Câmara)
Sábado manhã - Morte  (Psicóloga Ms. Millena Câmara)
Sábado tarde - Cuidados Paliativos -  (Danielle Soller- Médica paliativista)

- MÓDULO 3 ( 21 e 22 de junho/13)
Sexta - Luto  (Psicóloga Ms. Millena Câmara)
Sábado manhã – Luto na Família (Prof. Dra. Geórgia Sibele - UFRN) 
Sábado tarde - Rompimento do vínculo conjugal e Alienação  Parental (Psicóloga Ms. Katia Bezerra)
  
- MÓDULO 4 ( 19 e 20 de Julho/13)
Sexta- Luto complicado (Psicóloga Ms. Millena Câmara)
Sábado manhã - Depressão X Luto: diagnóstico diferencial e possibilidades de tratamento (Prof. Dr. João Paulo Maia de Oliveira- Psiquiatra - UFRN)
Sábado tarde - Luto infantil/ Luto na escola - ( Psicóloga Ms. Katia Bezerra)

- MÓDULO 5 (16 e 17 de Agosto/13)
Sexta - Luto dos profissionais de saúde - (Psico-oncologista Ms. Christine Campos)
Sábado manhã- Comunicação de más notícias - (Rodrigo Furtado – Médico Nefrologista - Coordenador da Central de Transplantes do RN )
Sábado tarde - Mesa redonda/ Relato de experiências profissionais (Profissionais convidados de diferentes serviços de saúde do RN)

- MÓDULO 6  (20 e 21 de setembro/13)
Sexta - Auto-cuidado: o ser profissional (Equipe núcleo)
Sábado manhã - Resiliência (Enfermeiro Prof. Dr. João Bosco -UNP/UERN)
Sábado tarde - Troca de experiências profissionais - ( Equipe Núcleo)
                         - Avaliação e fechamento

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Maria Helena Franco fala ao jornal "O Globo"



A psicóloga Maria Helena Pereira Franco (PUC-SP e 4 Estações Instituto de Psicologia) fala sobre a tragédia de Santa Maria. Mais uma contribuição dessa excelente profissional, referência no Brasil e no mundo em luto e intervenções em desastres/emergências. 

"Tenho muito orgulho de ter tido Maria Helena Pereira Franco como professora e sempre a 

terei nesse lugar.


Sou grata por todos os ensinamentos e oportunidades a mim oferecidas.


Uma profissional que é uma importante referência nas questões do 

luto/perdas/desastres/emergência no Brasil e no mundo.


Temos muito a aprender com ela." 


Millena Câmara


Segue o link da matéria 


http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=%2Fpais%2Fno-caso-de-santa-maria-ha-um-porte-de-situacao-de-guerra-7477072





domingo, 27 de janeiro de 2013

O alcance das tragédias

O Brasil está de Luto.

No dia de hoje os noticiários e as redes sociais desnudaram, numa espécie de overdose informativa, a triste realidade: ao menos 231 mortos e uma infinidade de pessoas estarrecidas, em dor e desespero, pela perda dos seus entes amados.

Tragédias como essa têm o poder de comover o mundo, que dirige seu pensamento por alguns instantes, àquelas tantas pessoas que saíram de suas casas numa noite comum, em busca de diversão, e se depararam com o terror e a morte. O fogo que provocou o acidente fatal, devastou uma cidade inteira de forma tosca e imprevista: asfixiou, matou e feriu inúmeras pessoas. 

Tragédias também mostram a solidariedade de um povo, a capacidade de cooperar e reunir esforços, num momento de crise, elucida os sentimentos nobres que cidadãos comuns levam consigo. Hoje, todos nós brasileiros dormiremos solidários com o pesar de tantas famílias, dirigindo nossos pensamentos e orações, para quem teve sua vida encerrada neste incêndio.

Que a vida de tantos, sacrificada, ao menos sirva à salvação de outros muitos. Que as autoridades e os empresários estejam conscientes de que segurança e prevenção realmente garantem a vida. Infelizmente algumas atitudes só são revistas quando muito já foi perdido.

Por Kátia Cristiane Bezerra


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Novidades da III turma Apego e Perdas

Lançada nos últimos dias de 2012, a "III turma Apego e Perdas: Compreendendo o processo de Luto" está com as inscrições abertas a partir de agora. O curso ocorrerá entre os meses de abril e setembro de 2013, em Natal-RN.

O curso, para quem ainda não conhece, é fruto da necessidade de capacitar profissionais nas áreas de saúde e educação a respeito de perdas e processo de luto. É uma demanda crescente a dos profissionais que se deparam, em suas realidades, com situações de enfrentamento de processos de luto, sejam pessoais ou dos com quem lidam. A proposta do curso, que já capacitou quase 70 profissionais nas duas turmas anteriores, é gerar uma reflexão acerca de temas que envolvem a teoria do apego, perdas e luto, evidenciando contextos diferentes como morte, adoecimento e separações.

A III turma contará com mais um módulo que as turmas passadas não foram contempladas. Esse é o resultado de um melhor enquadre para atender às demandas dos profissionais em relação a abordagem de alguns novos temas e ampliação de outros, tais como a relação entre depressão e luto, alienação parental nos casos de divórcio, e lutos dos profissionais de saúde, dentre outros. É também a possibilidade de termos aulas de maior carga horária com os nossos convidados. Até agora, já estão confirmados nossos ilustres, já conhecidos, parceiros neste trabalho: a psico-oncologista Christine Campos; o médico nefrologista Rodrigo Furtado, diretor da Central de transplantes do RN; o enfermeiro e professor Dr. João Bosco; e estamos felizes pela nova parceria, o médico psiquiatra e professor Dr. João Paulo Maia de Oliveira, coordenador da residência em psiquiatria do HUOL.

Felizes em receber um novo grupo para vivermos um rico processo de troca e aprendizado.

Maiores informações e inscrições com Marianna Mendes: 9418-2852, ou www.apegoeperdas.com.br.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Fechando e abrindo ciclos


Esta semana dizia a um cliente: "não sou ligada a essas coisas, nem acredito em numerologia mas..." Já que vivemos numa sociedade organizada cronologicamente, a cada virada de ano, creio de fato que se fecha e se inicia um novo ciclo na vida da gente. É sempre bom pararmos para olhar atrás: os investimentos, os prejuízos e, principalmente, os ganhos que tivemos ao longo do ano inteiro. Na lida com esta matemática, algumas pessoas se surpreenderão, outras talvez, um tanto decepcionadas, projetem no novo ano a realização dos sonhos inatingíveis até o momento, mas uma grande parte, sem dúvida, termina acreditando que o tempo próximo virá melhor.

É nesta parte que desejo me encaixar. Acreditar que o futuro não mais distante pode sempre nos colocar diante do que pensamos inalcançável. Acreditar que as boas intenções geram atitudes eficientes, e que a roda da vida gira para tudo, dos dois lados: o bom e o mau.

Ah, que alívio isso me traz. E que tristeza isso me dá. Alívio por saber que as dores pesadas ficarão, com o tempo, um pouco menos dolorosas de serem carregadas. Tristeza  por saber que as carregaremos nos bolsos para sempre. Alívio por saber que tudo passa, por pior que pareça, e que o fluxo da vida segue arrebatando até as pedras mais imponentes. Tristeza por saber que as alegrias são efêmeras, e que só podem eternizar-se na memória, em nenhum outro lugar jamais.

E entre alívio e tristeza, dores e alegrias, vamos seguindo em frente, com fé. Vi também dias desses uma imagem com a seguinte frase: "Aponta pra fé e rema!". Achei o máximo. Porque acreditar sem remar não dá.

Quem, em sua sã consciência, consegue chegar aonde quer sem remar? No máximo, acaba indo parar onde nunca quis. Eu não quero ir aonde não desejo. Quem pode desejar isso? E para tornar possível a nossa vida minimamente "enquadrada" no nosso desejo, não tem mistério. É remar e remar. Com força nos braços, com ânimo para driblar o vento, com inteligência para saber poupar-se durante o mau tempo.

Neste ciclo que se encerra, nós do Núcleo Apego e Perdas, desejamos que a vida de cada um se renove que o espírito natalino encha de luz a sua família, e que o novo ano se apresente com força, fé e amor no coração de cada um. 

Feliz Natal!

Por Kátia Cristiane Bezerra

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Há lugar para o sofrimento?


Todos os dias nos deparamos com notícias sobre mortes e tragédias familiares e sociais.
Por um lado a morte se apresenta escancarada nos meios de comunicação por outro é assunto evitado e escondido. O que dizer dos sentimentos que acabam sendo camuflados e considerados inadequados diante do intenso sofrimento da dor da perda?
Calar serve para não incomodar, afinal, "a vida precisa continuar", mas com isso vamos padecendo na solidão do sentir e nos perdendo da nossa humanidade.
A necessidade de ter que fazer algo, "acabar" com o sofrimento nos impede de aprender a suportar o que é natural e saudável. Não há vida apenas de alegrias e sorrisos, as lagrimas e tristezas também fazem parte e precisam de espaço.
A cultura e educação do nosso país, da nossa região, da nossa cidade nos aprisiona a conceitos sobre como, quando, quanto sofrer e, em sua maioria, quem foge passa a ser marginalizado.
Contradições se fazem presentes: "sofre muito" é fraqueza; "sofrer pouco" é falta de amor. Parece que nunca estamos adequados em relação a sentimentos considerados inadequados, como a tristeza, o medo e a angustia.
É hora de pensarmos em que nos transformamos: uma sociedade repleta de desrespeito pelo que é tão humano: o sentimento.
Curamos doenças, não doentes; somos números, letras, siglas, menos pessoas, com suas historias e sentimentos.
Se pararmos para pensar nós não morremos, vamos a óbito, falecemos, temos êxito letal. Quantos nomes para nos defender daquilo que tanto tememos: a morte.
Todos precisam ser poupados, calados e isolados!
Na verdade, todos precisamos falar, compartilhar, acolher, apoiar, cuidar.

Millena Câmara

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Fechando uns ciclos, abrindo outros, seguindo caminhos

Tempão que a gente não aparece por aqui.... Muito trabalho e correria para dar conta de tantas demandas que chegam ao nosso Núcleo. Muito felizes com os frutos do nosso trabalho e por compartilhar boas notícias com vocês.

Concluímos a II Turma do Curso Apego Perdas: Compreendendo o processo de Luto. Foi uma experiência muito rica de troca e aprendizado. Uma turma participativa, questionadora, que nos presenteou também, juntamente com nossos ilustres convidados, com momentos de grande emoção nesse caminho de crescimento e experiência. Nosso muito obrigado ao grupo que esteve conosco, sendo capacitado sobre a psicologia do Luto e seus desdobramentos. Em especial, agradecemos aos nossos parceiros que abrilhantaram os módulos: os médicos Rodrigo Furtado e Daniele Soler, a psico-oncologista Christine Campos e o enfermeiro Dr. João Bosco. Todos deram um show à parte de conhecimento e sensibilidade em suas notáveis apresentações.

Outra turma que encerrou (temporariamente) suas atividades foi o Grupo de Estudos sobre Perdas e Processo de Luto, coordenado por Millena Câmara. Após seis encontros de intensa discussão teórica e partilha de vivências, fechou o primeiro momento de seu trabalho que, aliás, deixou promessas para a "Parte II"  dos estudos, desta vez, ainda mais aprofundados, em 2013 quem sabe!

Segue ainda a Turma de Ludoterapia coordenada por Kátia Cristiane Bezerra que concluirá seus dez módulos em novembro próximo. É também uma turma muito dedicada de psicólogos que está elevando o nível das aulas e trabalhos vivenciados por lá.

Resta então, convidar todos para acessarem www.apegoeperdas.com.br e conhecer a nossa agenda 2012/2013. Por hora, já estão abertas as inscrições para o Grupo de Estudos. Millena Câmara repetirá a dose de muita teoria recheada com uma vivência ímpar, característica do seu trabalho, que iniciará  logo mais, em outubro.

Até lá!

domingo, 27 de maio de 2012

Turma II - passamos da metade

Este fim de semana chegamos ao III módulo do Curso Apego e Perdas: compreendendo o processo de Luto. Depois das reconhecidas teorias de constituição psíquica, teoria do apego de Bowlby, Morte, Luto e Separação conjugal, neste último módulo pudemos conversar sobre intervenções em Luto em diferentes contextos (escola, emergência e desastre, home care, Justiça e cemitério).
As aulas têm contado com um grande grupo de profissionais, envolvido e ativamente participativo que eleva o nível das discussões e enriquece o nosso processo de aprendizado.
Seguiremos agora para o desfecho com os dois últimos módulos (junho e julho), em que receberemos nossos convidados e parceiros ilustres: os médicos Rodrigo Furtado e Daniele Soler, a psicóloga Christine Campos e o Prof. Dr. Jõao Bosco que nos encantará com suas aulas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Feliz "Mudança"!

Esses dias ouvi de um amigo um desejo de Feliz "Mudança"(Páscoa). Achei interessante como algo simples pode ter efeito complexo sobre a consciência de alguém, no caso, a minha.

Nesses tempos de mundo egoísta, narcisista, imediatista e, com todos os demais "istas" que possamos imaginar, cada um é por si, todos por ninguém e Deus pra uns privilegiados de fé. Estive pensando muito aquém do futuro da humanidade. Pensei no dia de amanhã.

"O que será amanhã, responda quem puder" ... Como sugere a música, cada um só pode dizer de sua vida, apenas muitos não sabem disso. O amanhã é nada menos do que o movimento que se inicia hoje. Onde estarão seus amores, seus amigos, como estará seu trabalho, sua saúde.... Amanhã já começou e a gente nem viu. Mas, tudo bem, vá deixando pra amanhã aquela conversa, o telefonema, o médico, a reunião de família, o curso, o fim de semana na praia, a viagem dos sonhos. Vá deixando, deixando... E, de fato, esses desejos e planos serão deixados de lado, claro.

A reflexão do tempo de "Mudança" (Páscoa), como disse meu amigo, ecoou aos meu ouvidos como  bela música. Suscitou em mim o desejo de transformar o ruim em bom, o atraso em progresso, o difícil em solúvel e, incrivelmente, me fez lembrar de Deus, do poder da criação e recriação, dos milagres da existência humana e de tantos outros que Ele faz em nossas vidas, todos os dias, usando os mais interessantes instrumentos.

Com o meu profundo respeito à fé e ao credo de cada um, meu desejo nessa "mudança" é que todos, em posse de seus destinos, reconectem-se aos seus movimentos internos em busca de um amanhã feliz. E que façam hoje tudo o que desejarem porque o tempo, esse não podemos postergar.

Kátia Cristiane Bezerra

domingo, 26 de fevereiro de 2012

As redes socias como rede de apoio em situações de perda


Vivemos numa sociedade em que a comunicação acontece de forma muito rápida, o que é exacerbado pelas redes sociais, seja o twiter, facebook, blog, ou outros meios que as pessoas estão buscando para se comunicar ou se expressar.
 
Nas páginas pessoais ou através de mensagens curtas as pessoas transmitem recados de como estão, o que estão sentindo ou vivenciando… isso também acontece no caso de um perda, as quais podem ser decorrentes de uma morte ou de outros rompimentos como perdas normativas (infância, adolescência, e velhice), adoecimento, separação, mudanças, alteração da imagem corporal, mutilações, etc.
 
As redes sociais são utilizadas por quem sofre a perda, como forma de expressar seus sentimentos e, de certa forma, buscar apoio sem que seja preciso “encarar” diretamente a sociedade; como também pelos que sentem a necessidade de prestar sua solidariedade e apoio. Escrever pode, em alguns momentos, proteger do contato  com a dor do outro, que tanto nos mobiliza e nos remete a nossas próprias dores.
 
Observa-se que as pessoas que estão enlutadas ressaltam o vínculo estabelecido com quem morreu, as características daquela pessoa, e assim buscam um suporte, um apoio através de mensagens deixadas para quem morreu ou para os amigos e parentes enlutados. 
 
Algumas vezes, a pessoa que morreu é mantida na “rede”, com fotos, mensagens ou recados, seja como forma de negação de tão dura realidade na busca de preservar e se apegar a algo concreto “deixado” por quem morreu, por vezes, é poder encontrar a pessoa amada com aspectos que retratem a vida;  seja como forma de buscar “conforto” e assim não se sentir tão sozinho na dor.
 
Nossa sociedade tem dificuldade de lidar com o sofrimento e com o tempo que as pessoas enlutadas precisam para vivenciar sua dor, é como se tivéssemos que chorar por poucos dias e retomar a vida sem expressões que possam incomodar ao funcionamento social.  A morte precisa ser afastada e silenciada para não incomodar os que ainda estão vivos. “O entrelaçamento das redes de troca que unem os vivos aos mortos é hipercomunicação a silenciar o silêncio” (RODRIGUES, 2006, p. 77), ou seja, a tentativa de silenciar a dor, a incerteza, o sofrimento, ou o próprio luto. O que observamos é que esse processo de luto, dor e sofrimento passam a ser compartilhados, em alguns casos, nas redes sociais.
 
    Essas redes, como forma de apoio, podem ser importantes em momentos como esses, mas precisam ser cuidosamente utilizadas para não contribuir para a cronificação da dor.

Marianna Mendes

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Para os interessados por psicoterapia infantil

O Núcleo de Apoio Apego e Perdas também está promovendo a II turma da Capacitação em Ludoterapia com base na psicoterapia somática.
Em 2011, houve a I turma, ministrada pela psicóloga Kátia Cristiane Bezerra, que formou um grupo de trabalho muito produtivo. Para este ano, a primeira turma se formou desde novembro passado mas, devido à procura, o Núcleo decidiu abrir mais algumas vagas.
O curso tem apenas 10 módulos e é introdutório para os fundamentos da psicoterapia somática, ideal para quem quer conhecer um pouco da abordagem sem necessidade de aderir à prática. O curso conta ainda com fundamentos da teoria winnicottiana que fundamenta a teoria do desenvolvimento psicológico infantil.
Ainda há algumas vagas. Informações: kmcursos@hotmail.com.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mais novidades

Estamos mais uma vez felizes com as novidades do curso.
A divulgação foi iniciada hoje e nos próximos dias esperamos ver nossos cartazes nas principais clínicas, hospitais, escolas e faculdades de Natal-RN.
Aumenta o número de interessados a cada dia e estamos com uma ótima expectativa de formar um rico grupo de trabalho.
Hoje confirmamos a participação da nossa amiga Christine Campos, psicóloga, especialista em Psico-oncologia, que abordará o tema Luto dos profissionais de saúde baseado nas considerações de sua defesa de mestrado que, por sinal, foi um trabalho ímpar.

E aí, vejam as nossas carinhas alegres de comemoração. Só coisa boa!

Por Kátia Cristiane Bezerra

domingo, 15 de janeiro de 2012

Boas Notícias

Muito boas notícias! Essa semana tivemos a confirmação do médico Rodrigo de Vilar e Furtado como professor convidado na II turma Apego e Perdas. Ficamos imensamente felizes com mais uma valiosa parceria.
Além de Dr. Rodrigo, nefrologista, seguem confirmados Dra. Daniele Soler, médica paliativista e Dr. João Bosco, enfermeiro, nossos parceiros da turma anterior.

Nosso grupo esteve reunido para tratar das inscrições do curso que estão em andamento.
Quem se interessar, contatar Luciana (84) - 8885-7877 /9921-6407 /contato@apegoeperdas.com.br

Ah, mais uma novidade: O núcleo agora tem página no facebook: Apego e Perdas. Aproveitem e curtam. Haverá novidades por aí!

Por Kátia Cristiane Bezerra

domingo, 27 de novembro de 2011

"Marque um compromisso na agenda do seu filho!" - Kátia Cristiane Bezerra

Tenho pensado muito a respeito da infância nesses tempos de modernidade. São tantas exigências, expectativas, compromissos e responsabilidades, que me faz lembrar da infância do século passado, em que as crianças eram "mini-adultos" e eram objetos de nenhuma atenção especial além de cuidar de sua saúde, bons modos, e ajudar os adultos em suas tarefas.

Hoje a realidade é outra, criança é superprotegida, é atendida em suas prioridades (infelizmente também nas futilidades), vai à escola muito cedo, é um nicho do mercado publicitário (pasmem, ainda não trabalham e já detêm um dos maiores poderes de compra!). Contudo, sofrem igualmente um dos piores males do nosso século: o excesso que encobre a falta.

Explico: enquanto nós, pais, trabalhamos e trabalhamos a fim de "viver bem", ter melhor qualidade de vida, ofertar boa educação aos nossos filhos, eles estão sofrendo significativas faltas. Falta nossa presença, nosso olhar cotidiano, falta tempo para fazer a tarefa, para levar à escola, para brincar no fim do dia, para colocar pra dormir... E sobra o quê? Nada diferente do que é a nossa própria vida de adultos, sobra trabalho e falta prazer.

Dia desses no consultório, uma  paciente de 08 anos me disse, animada:
- "Acredita que minha mãe me tirou do ....( determinada atividade)?! 
Eu lhe disse:
- "Ah , então sua mãe resolveu atender o seu pedido?
E ela seguiu:
" Que nada! Foi simplesmente porque não cabe na minha agenda... Tenho certeza de que se tivesse uma horinha sobrando ela não deixaria passar! "

Esse é um diálogo cada vez mais comum entre as crianças e os adolescentes hoje. Reclamar da agenda apertada e dizer que não sobra tempo para quase nada que não envolva os compromissos pré-profissionais: escola, balé, sapateado, inglês, natação, aula de reforço, kumon, aula de música, futebol...

Há quem diga que não é de todo ruim pois, baseado no discurso dos pais, quando crescerem verão o que é ter compromissos de verdade, referindo-se ao trabalho. É claro que há crianças muito ativas, que revelam várias habilidades, e que uma rotina preenchida não prejudica seu rendimento escolar, seu sono, ou até mesmo o seu lazer e descanso. Mas sabemos que não é a realidade de todos. A maioria dos pais está cheia de boas intenções ao lotar a agenda do filho, afinal, alguns querem dar-lhes as  oportunidades de que não dispuseram em sua própria infância. Há também os que preferem a rotina preenchida ao ócio em casa nas mãos de funcionários, ou diante da TV e do video game, e ninguém os condenará por isso. A questão é que cada criança possui seus próprios limites, sendo necessário, pois, estar atento a eles. Em alguns casos, a agenda lotada leva a uma fadiga e a sintomas indesejáveis, principalmente na esfera emocional, caso isso esteja acompanhado da ausência dos pais. De nada adianta novas descobertas e a aquisição de fantásticas habilidades, se os pais não estão ali para compartilhar.

Importante saber que a própria criança dará os sinais de que está bem e realizada naquilo que faz. Diante de sinais de alerta, ou qualquer dificuldade que possa comprometer o bom desenvolvimento físico e emocional do seu filho, reveja sua rotina. Conversar na escola, com os profissionais que o acompanham e, principalmente com a própria criança, são sempre os melhores caminhos. E não esqueçam: tempo é oportunidade. Marquem na agenda de vocês e dos seus filhos um encontro diário com a diversão, o carinho e o prazer.

Katia Cristiane Bezerra
Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia na área de Família.
katia@apegoeperdas.com.br
*artigo encomendado pela Revista Viver Bem (publicado na edição set-out/2011, Natal-RN), na íntegra.

domingo, 20 de novembro de 2011

Os efeitos terapêuticos das estórias infantis - Luciana Figueiredo

O momento de contar histórias é, acima de tudo, uma fonte de prazer e contribui de forma ímpar para o desenvolvimento social, cognitivo e emocional da criança. O simples ato de narrar um conto de fadas permite a criança vivenciar uma aprendizagem significativa, trabalhando-se o lúdico e o imaginário infantil. 

De acordo com Bettelheim (2006), o conto de fadas é psicologicamente mais convincente do que a narrativa realista, porque coloca a criança frente a uma situação-problema cuja solução ela encontrará a partir da sua capacidade de imaginar.  Ao narrar uma estorinha, podemos colocar a emoção na entonação da voz e possibilitar que a criança passeie e interaja com os personagens, falando sobre o que ela acredita que irá acontecer. Desta forma, o conto de fadas terá um efeito terapêutico na medida em que a criança encontra uma solução para sua situação-problema, ou seja, seus medos e angústias. É como se a criança, ao sentir-se atraída pela narrativa, não se deixasse abater pelos seus problemas reais e experimentasse lutar contra as dificuldades da vida. É através dos efeitos heroicos e das palavras mágicas que a criança, de modo inconsciente, acredita que também poderá encontrar força para enfrentar suas dificuldades na vida. Segundo Bettelheim (2006), o conto de fadas diz à criança de que maneira ela pode viver com seus conflitos sugerindo-lhe fantasias das quais jamais ela seria capaz de inventar por conta própria. Fantasias essas que Radino (2003) define como nosso combustível interno. De acordo com suas afirmações, desde o nascimento, para que seja possível sobrevivermos psiquicamente, passamos a criar fantasias necessárias para dominar nossas angústias e realizar nossos desejos. De outra forma, seríamos esmagados por nossas angústias. O autor acrescenta que os contos de fadas dão forma aos seus desejos e emprestam-se como cenário de seus sonhos, aguçando a imaginação e favorecendo o processo de simbolização da criança. 

Para Bettelheim (2006), o conto de fadas é fundamental para a formação da criança, porque permite à criança experienciar a fantasia, a magia, o símbolo e o seu significado como um canal de acesso ao seu inconsciente, dando asas à imaginação, e possibilitando-lhe distinguir o real e o irreal, consentindo estabilizar afetos conflitantes, configurando claramente o justo e o injusto, o bom e o mal. Isso tudo só é possível porque estas narrativas possibilitam de modo inconsciente, através do “faz de conta”, acessar processos internos que ocorrem na parte mais íntima de um ser, na essência do seu sentir e do pensar. E as crianças por serem extremamente sensíveis entendem perfeitamente a linguagem dos símbolos presentes nos contos, pois as inventam no seu dia-a-dia no jogo do “era uma vez” e, seguem com a garantia transmitida pelos contos que assim como a princesa sofreu por toda a estória e teve um final feliz, ela também conseguirá ter um final feliz ao encontrar uma solução para lidar com suas angústias. 

E não é por acaso que em meio a tantos contos, a criança se identifica com um, e pede para a mamãe repetir incansavelmente a mesma estória ou parte dela.      

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 21. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006.
RADINO, Glória. Contos de fadas e realidade psíquica: a importância da fantasia no desenvolvimento. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.

domingo, 13 de novembro de 2011

Eu por mim mesma - Kátia

       Bom, chegou a minha vez de contar como foi que eu vim para aqui.
    Na verdade, sou daquelas pessoas que acredita em destino, em encontros e, sobretudo, nos desígnios de Deus. Apesar da minha amizade dos últimos 17 anos com Millena Câmara, minha parceira desde os primeiros dias da faculdade, era daquelas que jurava nunca trabalhar com Luto. Essa negativa durou uns bons anos, até descobrir que Luto não tratava apenas das perdas para a morte.
    Quando sonhei ser psicóloga, pensava em cuidar de crianças. Meus anos como catequista me confirmavam esse desejo. Felizmente, ainda na minha formação, aprendi que para ser boa terapeuta, precisava atender todas as idades. E fui me encantando com meus clientes adultos desde o estágio. Mas, motivos maiores, uma decisão acertada e um pouco de sorte me levaram a fincar meus dois pés no social. Depois do rico estágio em psicologia escolar, trabalhei por 06 anos numa escola de referência em educação infantil, experienciando o que via nos livros e nas histórias dos meus clientes do consultório. Nessa época, influências profissionais e teóricas importantes recheavam meu currículo, além de oportunidades de descobrir fronteiras, como também foi o meu trabalho por quase 06 anos com grupos de pais e adolescentes na área de intercâmbio cultural. Como dádiva de Deus, fui nomeada no concurso do TJ e, atuando como psicóloga, estive mais de quatro anos na Vara de Infância e os últimos 06 anos nas Varas de Família. 
   Em todo esse tempo fui investindo no que poderia me acrescentar, pessoal e profissionalmente. Depois do Mestrado, fiz inúmeros cursos na minha área clínica: 05 anos de Formação Internacional em Biossíntese, Psicoterapia corporal para crianças e adolescentes com Brasilda Rocha, recentemente a formação, também internacional, em Constelações Familiares e, atualmente estudo um pouco de Psicanálise.
     Mas, voltando ao começo, como foi que eu vim parar aqui mesmo? Na verdade, isso tudo ia acontecendo e eu nunca desgrudei da minha amiga Millena. Construímos sonhos juntas, nos tornamos sócias, nosso consultório mas, até então, tínhamos vida paralelas. De tanto falarmos sobre separação conjugal, descobri que já trabalhava com luto todos os dias, o da família. E um dia recebi um delicioso convite: "Vamos fazer um curso?" E de lá para cá não paramos mais. Foram 03 cursos de luto Infantil, a primeira turma do Apego e Perdas e, agora, saindo do forno, o nosso Núcleo de Apoio Apego e Perdas, em parceria com Luciana e Marianna. 
   Nesses últimos 03 anos tenho aprendido muito com as meninas. Aprendido sobre vida, sobre morte, sobre apego e desapego, enfim, aprendido como dar mais valor a minha própria vida e às pessoas que amo, diariamente. Trabalhar com luto está me educando para a morte. Não só aquela finita, mas as muitas que temos ao longo da nossa existência. Não tem sido fácil. Continuo com medo de morrer, da morte dos meus, mas hoje estou muito feliz de poder trabalhar com esse tipo de cuidado. Um cuidado tão especial. De estar junto e ajudar o outro nos momentos mais dolorosos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Quem sou eu? Por Marianna Mendes

 "Cada um de nós compõe a sua história
 Cada ser em si
 Carrega o dom de ser capaz
 E ser feliz
 Conhecer as manhas
 E as manhãs
 O sabor das massas
 E das maçãs
 É preciso amor
 Pra poder pulsar
 É preciso paz pra poder sorrir
 É preciso a chuva para florir".

(Almir Sater)


    Bom...pensei que esse trecho da música, "tocando em frente" fala muito de mim... Sou apaixonada pela minha profissão, pela minha família ( que está crescendo...), pelos meu amigos e pelo núcleo que estamos construindo. Não tenho como falar da psicologia do luto sem falar da minha vida. Como diz a música, "cada um de nós compõe a sua história" e na minha existem, desde de muito pequena, perdas para morte. Mas acredito que é preciso a chuva para poder florir e, assim, me sinto hoje mais forte e com muita vontade de ser feliz...

    Diante das perdas, vivi o meu luto, mas só pude compreender, conhecer ou cuidar dele quando conheci Millena. Nosso encontro foi num curso, ela com seu jeito cuidadoso e carinhoso ensinava sobre morte, perda, luto... Eu fiquei fascinada e comecei  a estudar também. Ela foi, e ainda é, uma fada madrinha, guiou meus passos no final da faculdade, escutou meus choros quando viajava para a pós em psicologia do luto, no 4 Estações - SP, enfim, uma grande amiga. Ela também me apresentou Luciana e Kátia, com quem venho aprendendo cada dia mais a ser um ser humano melhor.
    Hoje, estamos formando o nosso núcleo, cada uma com seu jeito, com seu carinho e amor pela profissão. Eu trabalho no consultório e também fazendo atendimento domiciliares. Tenho uma enorme gratidão a todos os meus clientes ou pacientes, aprendi, aprendo e quero continuar aprendendo com eles. Vivenciamos juntos momentos emocionantes de troca, de emoções, sentimentos, despedidas... E ao sair de cada atendimento, penso novamente na música e acredito que "cada ser em si carrega o dom de ser capaz, e ser feliz...", mesmo quando estamos diante do turbilhão de emoções, sensações e medos que o luto nos coloca.                
   Finalizo 2011 com muitas realizações... O sucesso da primeira turma do Curso Apego e Perdas, a criação do Núcleo de Apoio Apego e Perdas, inscrições para a segunda turma no próximo ano, conclusão do curso de Psicoterapia Infantil, finalizando a Pós em Humanista Existencial....e realizando o sonho de ser mãe de uma menininha, Liz!!!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Luciana Figueiredo por ela mesma

    Sou uma profissional completamente apaixonada e realizada!
    A Psicologia foi sempre um grande amor em minha vida. Mas, como na vida tudo tem seu tempo e sua hora, a formação precisou esperar um pouco. E como a vida é feita de escolhas, escolhi seguir por etapas. 
    A primeira foi construir minha família. Em 1996, experienciei a dadiva de ser mãe e me dedicar à minha filha. E em 1998, dei início a segunda etapa, achei que devia voltar a estudar. Acreditava que ainda não era o momento de iniciar a faculdade de Psicologia então, resolvi fazer Letras. Em 2000 fui mãe de um lindo rapaz e em 2002 tive a graça de receber em minha vida mais uma princesinha, e assim completei o meu trio, razão da minha existência! A maternidade foi a melhor experiência que tive ao logo desta caminhada. Acordar com um "bom dia, mãezinha" é muito bom!!!! A cada novo amanhecer esse bom dia me nutria de tal maneira que, sem perceber fui dando conta dos filhos, faculdade e ensaiando no mercado de trabalho.
     Prestei concurso para professor temporário e lecionei por um ano em uma escola estadual de São Gonçalo do Amarante. Em paralelo, fazia especialização em Psicopedagogia na Universidade Potiguar. Em 2005, concluindo o último módulo da especialização e estagiando na clínica, descobri que era chegado o meu momento. Comecei na mesma Universidade o curso de Psicologia. Participei de todos os cursos e congressos e, em um desses cursos da semana de psicologia da UFRN, conheci Millena Câmara. Me encantei com a forma como ela tratava o tema "Morte" que, para mim, parecia um novo  olhar! A sensação de ser possível encontrar sentido na vida, após vivenciar a experiência com uma perda de algo ou alguém que amamos. Perceber que é preciso passar pelo processo de luto e voltar a viver do jeito que for possível é apaixonante! Passei a segui-la de longe e, em um dado momento, a procurei para fazer terapia com ela. Costumo de dizer que minha vida se divide em dois momentos. Um antes de ter conhecido Millena e o outro, após esse encontro! Incrível. A emoção toma conta de mim sempre que lembro desta terapeuta que hoje considero um anjo enviado por Deus a Terra para cumprir uma missão muito especial, cuidar do outro.
     Em 2008, iniciei no grupo de estudo e supervisão de Millena, e foi então que conheci Marianna Mendes, uma pessoa maravilhosa que tenho enorme carinho, respeito e admiração. Passado algum tempo estudando sobre Luto, Millena me convidou a atender na Clínica Social com a supervisão dela. Em 2008, comecei a atender o primeiro caso de criança com uma demanda de separação conjugal. E em 2009, recebi o primeiro caso de Luto por morte. 
     Em Janeiro de 2010, realizei o meu grande sonho, ser psicóloga! Comecei minha atuação profissional no consultório e segui atuando em Ceará-Mirim no CRAS. Prestei concurso para psicólogo temporário do CREAS da Prefeitura do Natal, onde trabalhei por 01 ano e me submeti a um processo seletivo na empresa Nutrivida onde atuo como psicóloga clínica. 
     Em 2011, nasce o "Núcleo Apego e Perdas" idealizado por Millena Câmara e compartilhado comigo, Marianna Mendes e Kátia Cristiane. E a conclusão do curso de especialização em atendimento de criança e adolescente com Brasilda Rocha. 

sábado, 5 de novembro de 2011

Turma I - Realização e Saudades

Esse ano foi de muita realização e enriquecimento. Queremos deixar registrada aqui a nossa gratidão por uma caminhada tão rica de aprendizado, troca, emoções e desafios. Foram 05 módulos em que contamos com um entusiasmo de um grupo instigante, ávido por aprender, visivelmente maduro e cooperativo. Temos orgulho de capacitar profissionais dedicados como aqueles e, é claro, de aprender também.

Hoje, em Natal, já podemos falar de pessoas que significativamente aprenderam um pouco sobre o que é atender uma demanda tão delicada como a do luto. Ficamos orgulhosas de ver os psicólogos atuando tão bem no módulo de Intervenção. Foi realmente a coroação do nosso processo de aprendizado.

Um agradecimento especial aos nossos professores parceiros que tão bem abrilhantaram nossas aulas: a médica referência em Cuidados Paliativos no nosso Estado (e também em humanidade!), Dra. Daniele Soler, o encantador enfermeiro "humanizadíssimo" Dr. João Bosco, a respeitável Dra.Geórgia Sibele que já foi nossa mestre na UFRN, e nossas colegas parceiras Arieli Freitas (Porto Alegre-RS) e Rita Maia (TJRN). A todos nosso muito obrigado!

Depois que finalizamos o curso, no mês de setembro/11, muitas novidades já apareceram. Finalmente estamos concretizando o NÚCLEO DE APOIO APEGO E PERDAS, composto por mim (Kátia Cristiane Bezerra), Millena Câmara, Marianna Mendes e Luciana Figueiredo, nosso quarteto fantástico que idealiza realizar sonhos em comum. É um espaço de troca e capacitação profissional, de disseminação do tema do Luto e afins e, sobretudo, de cuidado ao enlutado, que é a nossa missão maior. Seja pela morte, pela separação conjugal, pelas perdas normativas, em situações emergenciais e de desastre, ou no seu contexto de trabalho, lidar com a perda nunca é fácil.

Outra novidade é a II Turma do curso, prevista para março de 2012. Já temos muitas pessoas interessadas e isso só se tornou possível por causa da primeira turma.

Para 2012 teremos mais novidades! Será formado o primeiro GRUPO DE ESTUDOS SOBRE PERDAS E PROCESSO DE LUTO, coordenado pela própria Millena Câmara. Será um espaço de estudo, mensal, onde serão discutidos as mais recentes e referendadas teorias sobre o tema. Para quem quer conhecer ou continuar estudando nessa área, é imperdível. Em breve divulgaremos o grupo. Aguardem!

Por Kátia Cristiane V. de Araújo Bezerra