sábado, 2 de março de 2013

Metade das inscrições já foram preenchidas!


Muito felizes! A III Turma Apego e Perdas só possui 30 vagas e metade da turma já está preenchida. 

A partir de segunda-feira, 04/03/2013, é que iniciaremos a divulgação pessoal nos locais em Natal-RN, distribuindo o material gráfico e estabelecendo parcerias com algumas instituições que nos procuraram.
O cronograma já foi fechado, os professores convidados todos confirmados, e agora falta um mês para inciar o curso.
Quem quiser garantir a sua vaga, é melhor correr. 

Informações: 84.9418-2852 e contato@apegoeperdas.com

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Confira a programação completa da III Turma!



Atendendo a pedidos, estamos divulgando a programação completa do nosso curso. 
Início 05/Abril/2013. 
Informações e Agendamento de Inscrições: 9418-2852/contato@apegoeperdas.com.br



III Turma APEGO E PERDAS: COMPREENDENDO O PROCESSO DE LUTO
Programação Completa 2013

- MÓDULO 1 - ( 05 e 06 de abril/13) 
Sexta  - Abertura (Equipe Núcleo)
Sábado manhã  -  Formação de Vínculo (Psicóloga Ms. Kátia Bezerra)
Sábado tarde -  Teoria do Apego   (Psicóloga Ms. Kátia Bezerra)                        

- MÓDULO 2 (17 e 18 de maio/13) 
Sexta - Rompimento de vínculos (Psicóloga Ms. Millena Câmara)
Sábado manhã - Morte  (Psicóloga Ms. Millena Câmara)
Sábado tarde - Cuidados Paliativos -  (Danielle Soller- Médica paliativista)

- MÓDULO 3 ( 21 e 22 de junho/13)
Sexta - Luto  (Psicóloga Ms. Millena Câmara)
Sábado manhã – Luto na Família (Prof. Dra. Geórgia Sibele - UFRN) 
Sábado tarde - Rompimento do vínculo conjugal e Alienação  Parental (Psicóloga Ms. Katia Bezerra)
  
- MÓDULO 4 ( 19 e 20 de Julho/13)
Sexta- Luto complicado (Psicóloga Ms. Millena Câmara)
Sábado manhã - Depressão X Luto: diagnóstico diferencial e possibilidades de tratamento (Prof. Dr. João Paulo Maia de Oliveira- Psiquiatra - UFRN)
Sábado tarde - Luto infantil/ Luto na escola - ( Psicóloga Ms. Katia Bezerra)

- MÓDULO 5 (16 e 17 de Agosto/13)
Sexta - Luto dos profissionais de saúde - (Psico-oncologista Ms. Christine Campos)
Sábado manhã- Comunicação de más notícias - (Rodrigo Furtado – Médico Nefrologista - Coordenador da Central de Transplantes do RN )
Sábado tarde - Mesa redonda/ Relato de experiências profissionais (Profissionais convidados de diferentes serviços de saúde do RN)

- MÓDULO 6  (20 e 21 de setembro/13)
Sexta - Auto-cuidado: o ser profissional (Equipe núcleo)
Sábado manhã - Resiliência (Enfermeiro Prof. Dr. João Bosco -UNP/UERN)
Sábado tarde - Troca de experiências profissionais - ( Equipe Núcleo)
                         - Avaliação e fechamento

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Maria Helena Franco fala ao jornal "O Globo"



A psicóloga Maria Helena Pereira Franco (PUC-SP e 4 Estações Instituto de Psicologia) fala sobre a tragédia de Santa Maria. Mais uma contribuição dessa excelente profissional, referência no Brasil e no mundo em luto e intervenções em desastres/emergências. 

"Tenho muito orgulho de ter tido Maria Helena Pereira Franco como professora e sempre a 

terei nesse lugar.


Sou grata por todos os ensinamentos e oportunidades a mim oferecidas.


Uma profissional que é uma importante referência nas questões do 

luto/perdas/desastres/emergência no Brasil e no mundo.


Temos muito a aprender com ela." 


Millena Câmara


Segue o link da matéria 


http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=%2Fpais%2Fno-caso-de-santa-maria-ha-um-porte-de-situacao-de-guerra-7477072





domingo, 27 de janeiro de 2013

O alcance das tragédias

O Brasil está de Luto.

No dia de hoje os noticiários e as redes sociais desnudaram, numa espécie de overdose informativa, a triste realidade: ao menos 231 mortos e uma infinidade de pessoas estarrecidas, em dor e desespero, pela perda dos seus entes amados.

Tragédias como essa têm o poder de comover o mundo, que dirige seu pensamento por alguns instantes, àquelas tantas pessoas que saíram de suas casas numa noite comum, em busca de diversão, e se depararam com o terror e a morte. O fogo que provocou o acidente fatal, devastou uma cidade inteira de forma tosca e imprevista: asfixiou, matou e feriu inúmeras pessoas. 

Tragédias também mostram a solidariedade de um povo, a capacidade de cooperar e reunir esforços, num momento de crise, elucida os sentimentos nobres que cidadãos comuns levam consigo. Hoje, todos nós brasileiros dormiremos solidários com o pesar de tantas famílias, dirigindo nossos pensamentos e orações, para quem teve sua vida encerrada neste incêndio.

Que a vida de tantos, sacrificada, ao menos sirva à salvação de outros muitos. Que as autoridades e os empresários estejam conscientes de que segurança e prevenção realmente garantem a vida. Infelizmente algumas atitudes só são revistas quando muito já foi perdido.

Por Kátia Cristiane Bezerra


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Novidades da III turma Apego e Perdas

Lançada nos últimos dias de 2012, a "III turma Apego e Perdas: Compreendendo o processo de Luto" está com as inscrições abertas a partir de agora. O curso ocorrerá entre os meses de abril e setembro de 2013, em Natal-RN.

O curso, para quem ainda não conhece, é fruto da necessidade de capacitar profissionais nas áreas de saúde e educação a respeito de perdas e processo de luto. É uma demanda crescente a dos profissionais que se deparam, em suas realidades, com situações de enfrentamento de processos de luto, sejam pessoais ou dos com quem lidam. A proposta do curso, que já capacitou quase 70 profissionais nas duas turmas anteriores, é gerar uma reflexão acerca de temas que envolvem a teoria do apego, perdas e luto, evidenciando contextos diferentes como morte, adoecimento e separações.

A III turma contará com mais um módulo que as turmas passadas não foram contempladas. Esse é o resultado de um melhor enquadre para atender às demandas dos profissionais em relação a abordagem de alguns novos temas e ampliação de outros, tais como a relação entre depressão e luto, alienação parental nos casos de divórcio, e lutos dos profissionais de saúde, dentre outros. É também a possibilidade de termos aulas de maior carga horária com os nossos convidados. Até agora, já estão confirmados nossos ilustres, já conhecidos, parceiros neste trabalho: a psico-oncologista Christine Campos; o médico nefrologista Rodrigo Furtado, diretor da Central de transplantes do RN; o enfermeiro e professor Dr. João Bosco; e estamos felizes pela nova parceria, o médico psiquiatra e professor Dr. João Paulo Maia de Oliveira, coordenador da residência em psiquiatria do HUOL.

Felizes em receber um novo grupo para vivermos um rico processo de troca e aprendizado.

Maiores informações e inscrições com Marianna Mendes: 9418-2852, ou www.apegoeperdas.com.br.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Fechando e abrindo ciclos


Esta semana dizia a um cliente: "não sou ligada a essas coisas, nem acredito em numerologia mas..." Já que vivemos numa sociedade organizada cronologicamente, a cada virada de ano, creio de fato que se fecha e se inicia um novo ciclo na vida da gente. É sempre bom pararmos para olhar atrás: os investimentos, os prejuízos e, principalmente, os ganhos que tivemos ao longo do ano inteiro. Na lida com esta matemática, algumas pessoas se surpreenderão, outras talvez, um tanto decepcionadas, projetem no novo ano a realização dos sonhos inatingíveis até o momento, mas uma grande parte, sem dúvida, termina acreditando que o tempo próximo virá melhor.

É nesta parte que desejo me encaixar. Acreditar que o futuro não mais distante pode sempre nos colocar diante do que pensamos inalcançável. Acreditar que as boas intenções geram atitudes eficientes, e que a roda da vida gira para tudo, dos dois lados: o bom e o mau.

Ah, que alívio isso me traz. E que tristeza isso me dá. Alívio por saber que as dores pesadas ficarão, com o tempo, um pouco menos dolorosas de serem carregadas. Tristeza  por saber que as carregaremos nos bolsos para sempre. Alívio por saber que tudo passa, por pior que pareça, e que o fluxo da vida segue arrebatando até as pedras mais imponentes. Tristeza por saber que as alegrias são efêmeras, e que só podem eternizar-se na memória, em nenhum outro lugar jamais.

E entre alívio e tristeza, dores e alegrias, vamos seguindo em frente, com fé. Vi também dias desses uma imagem com a seguinte frase: "Aponta pra fé e rema!". Achei o máximo. Porque acreditar sem remar não dá.

Quem, em sua sã consciência, consegue chegar aonde quer sem remar? No máximo, acaba indo parar onde nunca quis. Eu não quero ir aonde não desejo. Quem pode desejar isso? E para tornar possível a nossa vida minimamente "enquadrada" no nosso desejo, não tem mistério. É remar e remar. Com força nos braços, com ânimo para driblar o vento, com inteligência para saber poupar-se durante o mau tempo.

Neste ciclo que se encerra, nós do Núcleo Apego e Perdas, desejamos que a vida de cada um se renove que o espírito natalino encha de luz a sua família, e que o novo ano se apresente com força, fé e amor no coração de cada um. 

Feliz Natal!

Por Kátia Cristiane Bezerra

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Há lugar para o sofrimento?


Todos os dias nos deparamos com notícias sobre mortes e tragédias familiares e sociais.
Por um lado a morte se apresenta escancarada nos meios de comunicação por outro é assunto evitado e escondido. O que dizer dos sentimentos que acabam sendo camuflados e considerados inadequados diante do intenso sofrimento da dor da perda?
Calar serve para não incomodar, afinal, "a vida precisa continuar", mas com isso vamos padecendo na solidão do sentir e nos perdendo da nossa humanidade.
A necessidade de ter que fazer algo, "acabar" com o sofrimento nos impede de aprender a suportar o que é natural e saudável. Não há vida apenas de alegrias e sorrisos, as lagrimas e tristezas também fazem parte e precisam de espaço.
A cultura e educação do nosso país, da nossa região, da nossa cidade nos aprisiona a conceitos sobre como, quando, quanto sofrer e, em sua maioria, quem foge passa a ser marginalizado.
Contradições se fazem presentes: "sofre muito" é fraqueza; "sofrer pouco" é falta de amor. Parece que nunca estamos adequados em relação a sentimentos considerados inadequados, como a tristeza, o medo e a angustia.
É hora de pensarmos em que nos transformamos: uma sociedade repleta de desrespeito pelo que é tão humano: o sentimento.
Curamos doenças, não doentes; somos números, letras, siglas, menos pessoas, com suas historias e sentimentos.
Se pararmos para pensar nós não morremos, vamos a óbito, falecemos, temos êxito letal. Quantos nomes para nos defender daquilo que tanto tememos: a morte.
Todos precisam ser poupados, calados e isolados!
Na verdade, todos precisamos falar, compartilhar, acolher, apoiar, cuidar.

Millena Câmara